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“O Risco da Febre Reumática em Pernambuco”


Como alguém contrai a febre reumática? Quais os sintomas? Essa doença está associada especialmente à infância? Essas dúvidas foram respondidas pelos médicos no Consultório de Graça da últiam quarta-feira (26). No estúdio com Graça Araújo a médica cardiologista pedriátrica Cleusa Lapa, do Imip, e o médico reumatologista Fernando Cavalcanti, do Hospital das Clínicas.
Ouça, abaixo, o Consultório de Graça (26.09), do programa Rádio Livre
Fonte: Radio Jornal

Recife comemora Dia Mundial do Coração


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Cardilogista indica exercícios físicos para cuidar do coração
Foto: Divulgação

Do NE10
O Dia Mundial do Coração, celebrado na próxima sexta (29), não foi esquecido no Recife: algumas ações serão realizadas em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife e no Sítio da Trindade, Zona Norte, lembrando a importância de cuidar bem do órgão. Nos dois locais, aferição de pressão arterial, dosagem de glicemia e aulão de ginástica serão algumas das atividades realizadas, com acompanhamento de profissionais de saúde. 

Presidente da Cooperativa de Cardiologia de Pernambuco, Carlos Jathet, cardiologista, informa maneiras simples de evitar doenças coronárias. "É facil trabalhar na prevenção, todos os profissionais concordam que é melhor prevenir do que tratar. Praticar atividades físicas regulares, beber com moderação, não fumar e controlar as taxas de colesterol e glicerídeos são atitudes que devem ser tomadas por todos os adultos", reforça.

O cardiologista também informa que algumas doenças aumentam a probabilidade do indíviduo adquirir doenças cardíacas e que por isso, devem ter um maior cuidado com a alimentação. "Quem tem hipertensão deve ter cuidado com o excesso de sal. Já o diabético não deve consumir bebidas alcoólicas e nem fumar", alerta.

Os recifenses podem cuidar do coração na Zona Norte e na Sul da cidade, nesta sexta e sábado. Na Zona Norte, o alerta vai acontecer a partir das 6h30 desta sexta (29), no Sítio da Trindade, em Casa Amarela. Profissionais da secretaria municipal de Saúde vão alertar os frequentadores sobre os principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardíacas. Também fazem parte da programação aulão de ginástica e distribuição de informativos sobre prevenção de doenças relativas ao coração. 

Já na Zona Sul, uma tenda será armada no próximo sábado (29) na Avenida Boa Viagem, nas imediações do 3º Jardim. Realizada pelo Real Hospital Português de Beneficência em Pernambuco (RHP), a ação será realizada das 7h às 10h, com cardiologistas e enfermeiros falando sobre tabagismo e sua relação com doenças cardíacas. Panfletos educativos também serão distribuídos.
Fonte: Ne 10

SUS oferece novos tratamentos

Ministério da Saúde estima que até 5 milhões sejam beneficiados
Divulgação

Lista inclui vacina contra a gripe, e medicamentos que facilitam a respiração
O Diário Oficial da União desta quarta-feira (26) anunciou a inclusão de novos medicamentos para o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde estima que até 5 milhões de brasileiros tenham a doença e, portanto, sejam beneficiados com os medicamentos gratuitos.

Os medicamentos que passam a ser ofertados pelo SUS aos pacientes com a doença são os anti-inflamatórios budesonida e beclometasona, usados por inalação, e os broncodilatadores fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol, que ajudam na respiração. Os remédios já eram fornecidos para o tratamento de outras doenças, como a asma, mas não para a DPOC.

Além disso, os pacientes com DPOC passam a ter acesso gratuito à vacina contra a gripe. O SUS passa a fornecer ainda exames diagnósticos para deficiência de Alfa-1 – que mede os níveis de uma proteína específica no sangue – e a instalar a oxigenoterapia – tratamento em que uma máquina é usada para aumentar a concentração de oxigênio no ar respirado pelo paciente – na casa de quem necessitar.

A portaria publicada no Diário Oficial dá à rede pública 180 dias -- seis meses -- para disponibilizar os tratamentos.

A DPOC é mais comum em adultos, principalmente a partir dos 40 anos. Ela causa falta de ar, fadiga muscular e insuficiência respiratória, e é apontada pelo Ministério como uma das principais causas de mortalidade no Brasil.

Assim como outros problemas pulmonares, a doença tem forte relação com o fumo. Outros fatores de risco são o excesso de poeira, de poluição e de exposição passiva à fumaça do cigarro. 

G1 

Cantor Pedro Leonardo usa violão em sua recuperação

Cantor sofreu acidente em abril e deve estar recuperado em dezembro (Divulgação)
O cantor Pedro Leonardo tem usado o violão em seus exercícios de fisioterapia. O sertanejo está em fase de recuperação após ter ficado internado depois de sofrer um acidente grave em 20 de abril.

Segundo o jornal Diário de São Paulo, Pedro tem usado o instrumento para ajudar na coordenação motora, não perder o ritmo e ainda ensaiar as músicas que mais gosta. A ideia é de que o cantor esteja completamente recuperado apenas em dezembro.

Fonte: Diario de Pernanbuco

Instituto Oswaldo Cruz deve começar a testar em 2013 vacina contra malária em humanos

Já começou a fase de ensaios pré-clínicos em animais. Testes com humanos devem começar a ser feitos em 2012 (Kevin Kobylinski - Sociedade Americana de Medicina Tropical/Divulgação)Rio de Janeiro - O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), vinculado ao Ministério da Saúde, já começou a fase de ensaios pré-clínicos em animais para verificar a eficiência da vacina contra a malária no Brasil. Essa é a etapa preliminar necessária para iniciar testes clínicos em voluntários, disse à Agência Brasil o chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do IOC, Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro.

Ele estima que os ensaios clínicos em humanos poderão começar a ser feitos em 2013. O especialista salientou, porém, que esta fase de operação do projeto é complicada, porque requer uma infraestrutura específica. Entre os requisitos a serem cumpridos estão o consentimento dos voluntários, conhecimento dos riscos, além de questões como biossegurança. A ideia dos pesquisadores do IOC é chegar a uma vacina que possa, ao mesmo tempo, proteger contra a malária e a febre amarela.

Embora uma corrente de pesquisadores considere que não é necessário fazer ensaios pré-clínicos em primatas, Cláudio Ribeiro defendeu a necessidade desta etapa. “Estamos, de fato, pensando que seja possível vislumbrar simultaneamente testes em humanos, desde que eles tenham se mostrado promissores no modelo de primatas.”

As doenças tropicais negligenciadas, entre as quais está a malária, serão tema do 18º Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária, promovido pela Federação Internacional de Medicina Tropical (IFMT) e pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), em parceria com o IOC. O encontro começa hoje (23) à noite, no Rio de Janeiro.

A região Amazônica concentra 99,8% dos casos de malária registrados anualmente no Brasil. No ano passado, somente na Amazônia, o número de casos atingiu 263 mil, contra 320 mil, em 2010. “Na Amazônia, eu digo que não é mais o mosquito que invade as casas do homem, como o mosquito da dengue. É o homem que invade a casa do mosquito, porque dentro da floresta, você não pode pretender eliminar o mosquito”, explicou. A solução é reduzir a área de contato”, completou.

Segundo ele, de 807 municípios amazônicos, 57 respondem por 80% dos casos de malária do Brasil, o que equivale a 7% das cidades da região. Desse total, quatro municípios respondem por 25% dos casos. “Isso é um absurdo completo”, destacou. Essas cidades estão concentradas nos estados do Amazonas, Pará, de Rondônia e do Acre. “As prefeituras não investem como deveriam”, disse.

Um dos painéis do congresso debaterá o desafio do controle de doenças durante os eventos internacionais que ocorrerão no Brasil e no Rio de Janeiro nos próximos anos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O trabalho envolve, em primeiro lugar, a diminuição do contingente de pessoas doentes, sugeriu Ribeiro. “O ideal é conseguir diminuir a transmissão e a extensão da doença e a dimensão do problema no país. Todos vão ser beneficiados: a população local e os viajantes.”

Uma segunda operação envolve o mapeamento dessas doenças, para que os indivíduos saibam qual é o risco e para que as autoridades de outros países e organismos internacionais possam fazer recomendações de procedimentos preventivos. Os desafios são de ambas as partes, de acordo com Ribeiro, porque se trata também de evitar que doenças sejam trazidas pelos viajantes estrangeiros.

Fonte: Diario de Pernanbuco

Publicação revela novo tipo de doença no Brasil


Pesquisa brasileira sobre um novo tipo de doença, a tireoidite química autoimune, foi aceita para publicação em um dos periódicos mais conceituados sobre imunologia, o Journal of Clinical Immunology. O estudo, da professora de endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), Maria Angela Zaccarelli Marino, analisou, durante 15 anos, moradores da capital paulista e de quatro cidades do Grande ABC. Ao todo foram avaliados mais de 6 mil pacientes e o resultado sugere a descoberta do novo tipo de doença.

A pesquisa teve início após a constatação de muitos casos de tireoidite crônica autoimune na região da divisa entre Santo André, Mauá e São Paulo, onde estão instaladas indústrias do setor petroquímico. Os moradores estudados, de 1989 a 2004, foram acompanhados por consultas médicas e exames laboratoriais de sangue com dosagens dos hormônios tireoidianos.

Foram avaliadas 6.306 pessoas com idades de 5 a 78 anos. De acordo com a pesquisadora, os pacientes foram divididos em dois grupos segundo o local de moradia. Na região próxima ao parque industrial petroquímico estavam 3.356 pacientes do grupo 1. O grupo 2 foi composto por 2.950 de uma região afastada de área industrial.

Os resultados mostraram que, em 1992, somente 2,5% da população do grupo 1 sofriam de tireoidite crônica autoimune. Em 2001, o mesmo grupo já apresentava taxa de 57,6%. Já a população que vivia longe da área químico-industrial não teve aumento significativo no período. Na comparação geral dos 15 anos, o grupo 1 apresentou 905 pacientes com a doença, contra somente 173 do grupo 2. A região que concentra as indústrias petroquímicas tinha cinco vezes mais casos de tireoidite crônica autoimune na comparação com a área residencial estudada.

Os resultados levaram a pesquisadora a sugerir o novo tipo de doença: a tireoidite química autoimune, ligada a fatores ambientais, principalmente à poluição por agentes químicos. “A poluição pode ser o fator desencadeante para formação de anticorpos antitireoideanos, que são substâncias que agridem a glândula tireoide ocasionando a tireoidite crônica autoimune. Os poluentes funcionariam como gatilho para desencadear o problema”, detalha Dra. Maria Angela.

A pesquisadora alerta que a tireoidite crônica autoimune está relacionada com outras doenças autoimunes, como a esclerose múltipla, artrite reumatoide, diabetes tipo 1, hepatite crônica autoimune, vitiligo e lúpus eritematoso sistêmico. “Em crianças, o aumento de casos de tireoidite crônica autoimune foi acima de 40% no período estudado. São dados preocupantes, visto que a doença é a maior causa de hipotireoidismo primário, que se não for tratado adequadamente pode levar a danos irreversíveis”.

Gilda Martins descobriu que estava com tireoidite crônica autoimune em 2004, por meio de um exame de rotina. Ela mora em Santo André, perto das indústrias petroquímicas, há 20 anos. “A doença atrapalha muito. Eu sempre fui uma pessoa ativa, não sou parada. Com essa doença eu subo uma ladeira e me sinto cansada, Não tenho mais um bom sono, é a noite toda acordando, fora os problemas respiratórios”.

Gilda terá de tomar um medicamente diariamente, até o fim da vida, para repor as substâncias que não são mais produzidas pela tireoide afetada pela doença. “Por não ter uma noite tranquila, fico muito irritada a ponto de explodir, e a pele muito seca, unhas quebradiças”, acrescenta.
Fonte: Agência Brasil

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